Saturday, August 25, 2007

O Amor de Déja Vu

** Leia o post Madame Déja Vu antes de ler este pra entender **

O amor nunca foi fácil para Jacqueline Déja Vu. Adolescente ainda, estava numa boate com umas amigas e chega um garoto nela:

- Você vem sempre aqui? - Ela da uma respirada beeem funda mas não fala nada.

Em outra ocasião, chega outro cara:

- Você ja tinha ouvido essa musica??

Por fim num dia, chega um e diz:

- Tenho a sesnação de que já te vi em algum lugar.

Nessa hora ela não se aguenta, ela sai do bar onde tava, senta no meio fio, e chora desesperadamente, como nunca tinha chorado antes. Porque parece que com ela, a vida deixou de ser irônica pra ser sarcástica. Ela desiste de procurar alguém com quem possa viver junto e tenta se conformar que vai viver pra sempre sozinha.

Mas um dia, tomando um café, um cara começa a conversar com ela. Esse cara era Henri Oublier e por causa de um acidente ,toda vez que ele dormia, perdia a memória do dia anterior. Foi amor à primeira vista. Na verdade, pra ela nunca foi, mas pra ele, sempre era.

Como Henri tinha esse problema, tudo que ele conhecia no dia anterior, era surpresa pra ele no dia seguinte. Por isso, ele vivia num constante estado de surpresa e deslumbramento, porque cada vez mais tinham coisas novas na vida dele que ele esquecia do dia anterior. E isso que hipnotizava Jacqueline. Aquele sentimento de deslumbramento e surpresa que ela não entendia e nunca conseguiu conceber, e agora tinha alguém junto com ela que sentia isso sem parar. Ela ficava contemplando ele se admirar e se espantar das coisas como alguém que olha pra uma obra de arte. Henri, por outro lado, olhava pra Jacqueline e via nela aquela calma de quem já tinha visto de tudo. E ele se sentia seguro com isso.

Assim finalmente um vindo do passado, e a outra vinda do futuro, os dois conseguiram achar um lugar no presente.

Madame Déja Vu

** Leia o post Pessoas antes de ler esse**

Assim que o médico pegou a pequena Jacqueline Déja Vu nos braços, ela abriu os olhos para o mundo, deu um suspiro pronfundo e pensou consigo mesma: "Tudo bem, tudo bem, vamos lá". E assim começava a vida da garota que tinha a sensação de já ter visto tudo na vida.

Desde pequena a enfant Déja Vu sofrias as conseqüências de ser assim: nunca tinha frustrações e nem tinha surpresas. É o ser mais blasé que esse mundo jamais criou.

Quando ia brincar na casa de sua prima, Camille Randevouz, as outras ciranças já notavam algo de estranho em Jacqueline:

- Jac, adivinha o que eu tenho na mão!?
- Uma pedra. - disse Jacqueline com aquela cara de "eu mereço!".
- Sua sem graça, como tu sabia??
- Eu sabia.
Ninguém gostava de brincar de esconde-esconde com Déja Vu.

A medida que foi crescendo, foi ficando cada vez mais revoltada porque sentia muita inveja das pessoas que se espantavam, que se surpreendiam ou até mesmo que se frustravam. Porque se estão frustradas, quer dizer que não esperavam o que estava por vir.
Mas com o tempo, a raiva foi passando, e ela aceitou que tinha que viver assim. Aceitou que não sabia o que a vida traria pra ela, mas seja lá o que fosse, quando chegasse até ela, ela ja teria conhecido.

E assim, quando decidiu assumir aquilo que era, tornou-se a madame Déja Vu. Era uma mulher alta, magra, cabelos curtos e pretos, estilo channel. Estava sempre de vestido vermelho longo de seda, salto alto daqueles agulha e uma cigarrilha na mão. Ela não fumava porque gostava, mas sim porque achava que combinava com o visual dela. Trabalhava programando em banco de dados, pra não ter que ver pessoas se surpreendendo perto dela.

Déja Vu sempre falava coisas do tipo: "Puta merda, denovo não" para logo antes de um acidente, "Olá denovo!" quando conhecia alguém , "Pensei que morreria sem ver isso outra vez" quando estava inconformada, "É, eu sei.", "Era previsível" e assim por diante.

Wednesday, August 22, 2007

A Curta Vida do Homem-Clítoris

* - E aí homem-clítoris, tudo beleza? Toca aí!
- Beleza, NÃO, TOCAR NÃO!!!!! AAaaaAAaaAAahHHhhhhHHHhhhh!
- Merda.
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* O homem-clítoris tava andando na rua, quando de repente tropeçou numa casca de banana:
- OpaaaAAAaaaaAaaaAAAAaaaAAhhhhHHhhhhHhhh.
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* FOGE DO MOSQUITO HOMEM-CLÍTORIS!!!!!
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* O Homem-clítoris morreu de exaustão quando pegou catapora.
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Monday, August 20, 2007

Reprimismo

Reprimismo é uma corrente artística criada pelo Stotz e por mim baseada na máxima: "cada um trabalha com o que tem. E nós temos bloqueios!". O único problema é que não conseguimos levar a diante o movimento porque somos muito reprimidos pra isso.

Pessoas

Moacir vivia sob o lema: “O shampu faz a pessoa” e ele foi muito feliz durante anos, enquanto sua marca de shampu preferida existia.


Dosvidanija tinha esse nome porque o pai dela aprendeu essa palavra em Russo, e achava que era um nome muito importante. Toda a vida dela era feita de mal entendidos feitos por pessoas que achavam que estavam fazendo uma coisa muito boa, mas na realidade estavam errando. Se ela percebesse isso, teria vergonha da vida toda que teve, mas como ela também era assim, então viva muito feliz


Djalma queria ser médico pra lidar pessoas doentes e se sentir bem ao ver como era bom que ele não estava doente. Mas ele não falava pra ninguém isso.


Madame Déja vu sempre que encontrava alguém na rua dava uma tragada na sua cigarrilha e dizia: "Olá denovo".