** Leia o post Pessoas antes de ler esse**
Assim que o médico pegou a pequena Jacqueline Déja Vu nos braços, ela abriu os olhos para o mundo, deu um suspiro pronfundo e pensou consigo mesma: "Tudo bem, tudo bem, vamos lá". E assim começava a vida da garota que tinha a sensação de já ter visto tudo na vida.
Desde pequena a enfant Déja Vu sofrias as conseqüências de ser assim: nunca tinha frustrações e nem tinha surpresas. É o ser mais blasé que esse mundo jamais criou.
Quando ia brincar na casa de sua prima, Camille Randevouz, as outras ciranças já notavam algo de estranho em Jacqueline:
- Jac, adivinha o que eu tenho na mão!?
- Uma pedra. - disse Jacqueline com aquela cara de "eu mereço!".
- Sua sem graça, como tu sabia??
- Eu sabia.
Ninguém gostava de brincar de esconde-esconde com Déja Vu.
A medida que foi crescendo, foi ficando cada vez mais revoltada porque sentia muita inveja das pessoas que se espantavam, que se surpreendiam ou até mesmo que se frustravam. Porque se estão frustradas, quer dizer que não esperavam o que estava por vir.
Mas com o tempo, a raiva foi passando, e ela aceitou que tinha que viver assim. Aceitou que não sabia o que a vida traria pra ela, mas seja lá o que fosse, quando chegasse até ela, ela ja teria conhecido.
E assim, quando decidiu assumir aquilo que era, tornou-se a madame Déja Vu. Era uma mulher alta, magra, cabelos curtos e pretos, estilo channel. Estava sempre de vestido vermelho longo de seda, salto alto daqueles agulha e uma cigarrilha na mão. Ela não fumava porque gostava, mas sim porque achava que combinava com o visual dela. Trabalhava programando em banco de dados, pra não ter que ver pessoas se surpreendendo perto dela.
Déja Vu sempre falava coisas do tipo: "Puta merda, denovo não" para logo antes de um acidente, "Olá denovo!" quando conhecia alguém , "Pensei que morreria sem ver isso outra vez" quando estava inconformada, "É, eu sei.", "Era previsível" e assim por diante.
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